Neste artigo, falarei sobre a evolução do conceito do que é o número zero, desde seu desenvolvimento pelos hindus até sua presença em culturas antigas como a babilônica, grega e maia. Abordamos seu uso em tabelas astronômicas e calendários, além de abordar a disseminação do símbolo hindu através das culturas, resultando nas formas modernas que conhecemos hoje.
A invenção prática do zero é frequentemente atribuída aos matemáticos hindus, mas é interessante notar que o conceito de zero teve desenvolvimentos parciais em outros sistemas de numeração igualmente antigos ou até mais antigos que o sistema hindu. No entanto, não conseguimos dizer, com certo grau de certeza, o quanto esses outros desenvolvimentos impactaram a construção da definição do zero.
No sistema de numeração sexagesimal (um sistema numérico na base
Os gregos, ao desenvolver suas tabelas astronômicas (documentos com cálculos e previsões de eventos astronômicos, utilizados para estudar e prever posições e movimentos de corpos celestes), adotaram o sistema sexagesimal dos babilônios para suas frações, em vez de usar o sistema egípcio de frações unitárias (cujo resultado delas é
Na América Central e do Sul, os maias talvez tenham sido os primeiros a usar sistematicamente um símbolo para zero em um sistema de valor relativo (que é atribuído valores quantitativos para as coisas). O símbolo maia para zero indicava a ausência de unidades em seu sistema de base vinte (o símbolo se parece com uma concha, vale a pena pesquisar), que era usado principalmente para registrar datas em seus calendários, em vez de ser utilizado em cálculos matemáticos comuns.
No contexto hindu, o símbolo mais antigo para zero pode ter sido um ponto escuro, encontrado em manuscritos antigos, cuja datação é incerta, podendo variar desde os primeiros séculos d.C. até o século XII. Embora haja especulações, não há uma ligação clara entre o círculo usado pelos hindus e o símbolo zero dos gregos.
O símbolo hindu para zero era chamado “sunya”, que significa “lacuna” ou “vazio”. Isso foi adaptado para o árabe como “sifr”, e posteriormente se transformou em “zephirum” em latim, que evoluiu para as palavras modernas “cifra” e “zero”.

Formado em Eletrotécnica pelo IFRN, além de ter cursos de Matemática Básica e Cálculo pela empresa Help Engenharia.