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Estatística



Se você é capaz de dizer quantas pessoas moram em sua cidade, ou no seu bairro, é porque algum estatístico fez esse levantamento. Se você sabe suas chances de ganhar na Mega-sena, ou de o seu time vencer o campeonato, é porque análises estatísticas embasaram a obtenção desses dados. O mesmo vale quando você compara preços de produtos que ficaram mais caros.

 

O uso das estatísticas está intimamente ligado ao cotidiano das pessoas. Em época eleitoral, isso é mais notado. As pesquisas mostram qual o percentual de preferência de cada candidato, o índice de eleitores indecisos e aqueles que ainda não souberam ou não quiseram responder. Os exemplos de aplicações da estatística na vida não têm fim; uma simples tabela ou gráfico que você vê numa revista ou na TV envolve a estatística.

 

Mas o que muitos não sabem é que 29/05 é o Dia do Estatístico. O profissional deve ter curso superior em Estatística, além de dominar as áreas de matemática, cálculo e teoria das probabilidades, técnicas e métodos estatísticos.

 

A estatística como conhecemos atualmente (chamada Estatística Analítica) foi estabelecida em 1920. Como ciência, ela trabalha em duas frentes: no levantamento e organização de dados e na elaboração de hipóteses e projeções. No Brasil, o órgão governamental responsável pelas estatísticas é o IBGE, que colhe os dados sobre a situação social, econômica e demográfica do país, fornecendo os números à sociedade.

 

De acordo com a coordenadora geral do Conselho Regional de Estatística da 3ª Região, com sede em São Paulo (Conre), Doris Satie Fontes, para cada objetivo da pesquisa existe uma forma de fazer a amostragem. “Por exemplo, em uma pesquisa para saber se um determinado produto é eficiente, são colhidas informações do processo de fabricação, o horário de trabalho dos funcionários. O estatístico precisa estudar o objetivo, a situação do objeto, e daí elaborar um plano amostral viável”, explica.

 

Pesquisas

Em ano eleitoral, é comum abrir os jornais e se deparar com os números estatísticos dos candidatos. No Brasil, as pesquisas eleitorais são indicativas, e o Tribunal Superior Eleitoral recomenda o uso dos dados de distribuição do IBGE (idade, sexo, renda e educação) no cálculo da amostragem.

 

Mas, como confiar nas pesquisas eleitorais? Segundo o Conre de São Paulo, quando dois candidatos têm pouca margem de diferença em suas colocações é mais complicado apontar o vencedor do pleito.“O que acontece no Brasil é a polarização de candidaturas. Quando os dois candidatos estão muito próximos é difícil saber quem vai ganhar”, disse Doris, acrescentando que, depois de toda eleição, seria interessante fazer um estudo relacionando a última pesquisa feita antes do pleito com o resultado obtido. “Isso vai fazer com que se verifique se o resultado caiu no intervalo de confiança que a empresa divulgou para quem contratou a pesquisa”, pontua.

 

Para perceber se uma entrevista é falsa é preciso ficar atento ao tipo de questionamentos. No país, a pesquisa eleitoral é feita de duas maneiras: espontânea e estimulada. Na primeira, os nomes dos candidatos não aparecem. Já na segunda, os nomes são apresentados, mas fora de ordem.

 

Dessa forma a pesquisa passa a ser idônea. “Há várias formas de induzir o eleitor a optar por um determinado candidato. Se o pesquisador fala bem de um determinado candidato antes de fazer a pergunta principal já é uma forma de induzir a resposta do entrevistado. Para a pesquisa não ser falsa, as perguntas devem ser transparentes”, pontua Doris.

 

Por que nunca fui entrevistado(a)?

Em ano de eleição, são as pesquisas de intenção de voto que orientam estratégias dos partidos e determinam os rumos que serão adotados durante as campanhas políticas. Para isso, várias técnicas amostrais podem ser utilizadas em pesquisas eleitorais.

 

Nos levantamentos nacionais ou estaduais, em geral os grandes institutos trabalham da seguinte forma: num primeiro estágio, são sorteados ou escolhidos os municípios que farão parte do levantamento; depois, os bairros e pontos onde serão aplicadas as entrevistas. Por fim, os entrevistados são selecionados aleatoriamente de acordo com o sexo, faixa etária e grau de instrução (obtidos junto ao IBGE).

 

Mas muitas pessoas se perguntam por que não participaram das entrevistas. De acordo com o Ibope e Datafolha (principiais institutos de pesquisas), os estudos têm amostras médias de 2.500 entrevistas e no país há mais de 127 milhões de eleitores, segundo o TSE. Assim, em um levantamento nacional, apenas um eleitor em cada grupo de aproximadamente 50 mil é entrevistado.


Fonte: Ibope e Datafolha

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